Romance barato…

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Desde sábado, estou péssimo. Não sei se a física explica, mas se eu entrar em uma sala onde o clima está pesado, eu saio de quatro e fico pelo menos um dia fora de combate até me recuperar. Em suma, sou uma vitima constante de olho gordo. Acho até que em 2007 a carga negativa foi tão grande que provocou o meu problema de estômago.

Lembro-me como se fosse hoje. Foi marcada uma conferência sobre um assunto desinteressante – 9 de julho. E foi solicitado ao grupo que trouxessem convidados. By the way, eu sou contra esse tipo de evento, pois os convidados são coagidos a comparecer, muitas vezes por pressão emocional ou, como era o caso, funcionários que não podiam dizer não ao patrão, familiares visivelmente contrariados e amigos enfadados.

Em suma, um desastre. E a sala se enchia de uma carga negativa palpável.

E para onde foi toda aquela energia negativa? Para o marmitão aqui.

Não deu outra. Em seguida, durante o jantar que se seguiu, meu estômago se contraiu pela primeira vez, quase me sufocando e desde então nunca mais foi o mesmo.  Atualmente, graças à acupuntura, a energia começa a ser reequilibrada e o problema parece diminuir.

Pois acho que foi isso que me aconteceu agora. Neste sábado participei de uma reunião onde havia um alto nível de TPE – Tensão Pré Eleitoral com suas consequências normais – olhares fulminantes, diálogos ferinos, já que as regras da reunião não permitem agressões verbais ou discussões exacerbadas.

O resultado foi que entrei em parafuso, com a cabeça arrebentando, o potenciômetro de energia no zero, enxaqueca e o pior: uma sensação de ter sido substituído por outra pessoa.

E essa nova pessoa sabe tudo sobre mim, foi brifada com detalhes, o que faz com que as lembranças sejam exatas, embora não provoquem a recriação da emoção envolvida no momento lembrado.  Como se fosse um filme ou uma descrição literária.

Às vezes eu acho que sou uma personagem de um romance ruim  – uma novela chata, longa e maçante. Uma espécie de Gregor Samsa dos trópicos em um romance escrito por um paulo coelho da vida…

E esse idiota que escreve o romance, incompetente, faz alterações na personagem para ver se ela se desenvolve. Sem muito sucesso, pois se trata de uma personagem plana, mal estruturada, vitima de síndrome de personalidade esquizoide e mal resolvida. A personagem foi colocada inúmeras vezes  pelo autor diante de oportunidades de fruição de emoções e desenvolvimento de “plots” alternativos, mas o autor não soube encaminhar os eventos de forma eficiente, já que sua personagem não fora corretamente estruturada.

Confesso que não entendo a sua motivação para escrever esse péssimo romance. Minha esperança, talvez, seja que se trate de um longo flashback da biografia de um grande homem, ou seja, algo de grandioso está reservado para a personagem e que justifica a perda de tempo.

Wikileaks: Quem são os protagonistas na novela do Pré-Sal. Quem quer entregar o patrimônio nacional a quem…

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Todo mundo sabe quem é Wikileaks. Um coletivo de pessoas corajosas que tirou as calças dos Coitados Unidos e revelou ao mundo as maracutaias, os conchavos, os entreguismos, as verdadeiras opiniões dos americanos sobre todo o resto do mundo, INCLUSIVE O BRASIL.

Nesse telegrama publicado por eles sobre o Pré-Sal, fica evidente quem era a favor dos interesses brasileiros e quem estava interessado em entregar aos gringos o nosso patrimônio nacional.

Aproveitem enquanto não for censurado.

http://bibliot3ca.wordpress.com/wikileaks-cabograma-do-consulado-americano-ao-departamento-de-estado-sobre-o-pre-sal/

SUGESTÃO AO NOVO PREFEITO

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Prefeito Haddad,

Congratulações pela eleição. Estamos todos esperançosos com a mudança.

Gostaria, como sempre faço toda vez que me dá na cabeça, de repetir uma sugestão que já foi feita anteriormente, sem que fosse aproveitada. E, modéstia à parte, é uma excelente sugestão.

Informação é cada vez mais importante na gestão da cidade. E informação bem utilizada pode contribuir significativamente para o levantamento dos problemas.

Ocorreu-me que a Prefeitura conta com milhares de olhos sobre as ruas que poderiam ser utilizados para coletar inteligência sobre a cidade e que não são utilizados.

Falo dos garis que percorrem cada centímetro da cidade em seu trabalho diário. E eles seriam coletores de informação fantásticos, praticamente sem custo.

A Secretaria de Obras, que gerencia o contrato, criaria um programa de incentivo com pontuação para o trabalho de coleta. A pontuação reverteria em prêmios que seriam definidos oportunamente.

Pois bem, a ideia…

A cada esquina existe uma placa com o nome da rua e o CEP ou Cadlog. daquele logradouro.

Cada gari receberia uma “caderneta” de formulários na qual lançaria o CEP, o número do imóvel diante do qual se localiza o evento, a ocorrência: buracos no pavimento, calçadas destruídas, bueiros entupidos, (um elenco limitado, pré impresso de problemas onde bastaria o gari ticar) e um número de identificação do gari.

As informações seriam imputadas nos poderosos computadores da Prefeitura, processadas e a partir delas seriam produzidos relatórios de ocorrências agrupadas por Subprefeitura e CEP, permitindo à Secretaria de Obras encaminhar a solução para os problemas em nível de sub-prefeitura. Diante de um determinado volume de ocorrências, um mutirão seria organizado e todos os problemas atacados com economia de recursos.

E, veja bem, o esquema poderia ser ampliado para englobar outras categorias de prestadores de serviços, incluindo os próprios funcionários municipais que quisessem aderir e reportar problemas quando estiverem se deslocando pela cidade.

Por hora, é tudo. Um grande abraço,

José Filardo
ASSOVIO – ASSOCIAÇÃO DE VIZINHOS ORGANIZADOS
http://www.assoviodobonfa.wordpress.com

Percepções do mundo real

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Faz parte do “ser maçom” entender o que acontece no mundo.

E isso é uma das coisas difíceis em um mundo onde o acesso à informação é controlado pelos grupos interessados em nos impedir de conhecer a verdade.

Temos que abrir nossas mentes, e Noam Chomsky é uma americano inteligente — uma raridade.

boa leitura

http://bibliot3ca.wordpress.com/7-ideias-brilhantes-de-noam-chomsky-sobre-o-imperio-americano/

As Vidas Sexuais Secretas das Mulheres Cristãs

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The Hairpin/Por  Jia Tolentino

Tradução José Filardo

Há algo sexual sobre a maneira como algumas igrejas apresentam a ideia de Deus a jovens cristãos, especialmente a mulheres.

7 de janeiro de 2013|

 

ring

O artigo seguinte apareceu pela primeira vez no Hairpin.

Sexo e a religião evangélica americana têm muito em comum: ambos são estranhos e pessoais; ambos inspiram diálogo público prescritivo e redutor, e ambos são usados ​​como canais para o êxtase, a punição, conforto, autossatisfação, e dor que podem se transformar em prazer. Quando eu era adolescente indo a festivais de música pela primeira vez, eu via multidões de pessoas jogando as mãos para cima e eu sentia como se estivesse de volta à mega igreja onde cresci, uma congregação de dezenas de milhares de pessoas que se vangloriava de ter uma banda da casa decente e um centro de culto enorme que eu chamava de Repentágono. Recentemente, eu me perturbei ao perceber que o nome eu já disse mais do que qualquer outro durante o sexo é, provavelmente, “Jesus”.

Porque raramente vemos sexo e religião relacionados de maneiras não preocupantes, e porque é lamentável que “virgem” seja uma piada social em um país onde o plano B não está disponível para compra, eu chamei meia duzia de mulheres cristãs este ano e lhes falei sobre sexo.

“Ele nos perseguiu, e agora nós pertencemos a Ele”.

Há algo de Lord Byron na maneira como algumas igrejas apresentam a ideia de Deus a jovens cristãos, especialmente mulheres. Um criador divino romanceando a humanidade caída através de demonstrações de devoção sacrificial muito mais intensa e visceral do que qualquer coisa que você encontraria em uma série romântica de TV – uma vez desejado assim, como podemos não viver em submissão obediente? “Nós somos a noiva de Cristo”, disse-me uma mulher, quase ofegante. “Ele veio e nos perseguiu para estarmos com ele, e agora nós pertencemos a Ele, e eu acho isso é realmente bonito.”

Uma mulher que eu entrevistei falou sobre um estudo da Bíblia a que ela tinha comparecido no colégio: “Era chamado Romance Sagrado. Deus era o Grande Romancista. Eu estava no meio de uma separação e só ficava dizendo a mim mesma: ‘Nunca se esqueça que Ele te ama mais do que o seu ex-namorado jamais amou.’ “

Quanto a mim, eu me lembro de sessão de estudo da Bíblia somente para meninas em um retiro espiritual da escola, durante o qual uma alegre loira com brilhantes lábios rosa colocou véus de noiva em todas as nossas cabeças, ligou Moulin Rouge, e adiantou rapidamente ate a “cena de Roxanne”, o arrasto lento e carregado daquele tango. “Lembre-se desse sentimento,” ela nos disse. “Isto é o que você tem que buscar no dia do seu casamento.”

“Houve carícias, você sabe, eu sou humana.”

Foi difícil encontrar alguém que tivesse realmente esperado até o casamento para perder a virgindade. Eu só conversei com uma mulher que fez isso de acordo com o livro; para aliviar a pressão da noite de núpcias, ela e seu marido tinham esperado não apenas até depois do casamento, mas até a manhã seguinte. Ela me disse: “Eu me senti tão liberada pelo fato de que eu nunca tinha feito sexo antes, nem mesmo sexo oral. “Houve carícias, você sabe, eu sou humana.”  Mas eu me senti tão protegida naquele momento, com todas as expectativas retiradas. Foi tão libertador, tão emocionante. “

Em muitas das histórias que pareciam mais familiares, havia ainda um componente religioso; uma mulher perdeu a virgindade aos 14 anos, com um rapaz que ela conheceu quando sua mãe estava morrendo. “Nós éramos apenas crianças tentando processar essa coisa”, disse ela. “Nós choramos juntos quase todos os dias. Nós íamos à igreja juntos. Estávamos espiritualmente próximos, e me senti bem de estar fisicamente próxima. Então começamos a fazer sexo, um monte dele, o tempo todo. “

Outra mulher tinha simplesmente compartimentalizado as partes anti-sexo do cristianismo e decidido confiar em seus instintos: “Eu tenho meus problemas de imagem corporal – Eu não gosto sentar-me de maiô ao lado de alguém magra, coisas assim – mas com uma cara , nu, eu me sinto muito confortável. Eu sempre simplesmente soube o que fazer. “

Para a maioria dessas mulheres, suas convicções físicas eram tão importantes quanto as suas convicções espirituais; se os dois entravam em alinhamento, tanto melhor. Uma mulher, mentalmente flertando com a ideia de sexo, experimentou clareza uma noite em Las Vegas.

“Eu conheci este policial lindo”, ela me disse, “como um policial de verdade que era lindo, não um Chippendale. Começamos a transar no casino – realmente transar, foi incrível – e ele me convenceu a ir até seu quarto, onde caímos em sua cama. Ele arrancou meu vestido, ficou nu, de repente, e perguntou: “Posso colocá-lo?” Eu estava totalmente horrorizada. Eu disse, de jeito nenhum. Então ele apenas o colocou sobre mim. Eu fingi que ouvi meu telefone tocar e, basicamente, fugi correndo.”

“É uma regra para proteger você.”

Fiz àquelas mulheres a mesma pergunta repetidamente. Por que o sexo antes do casamento é considerado errado? Essencialmente, todas responderam da mesma forma: “Eu acredito na Bíblia, e a Bíblia diz isso.” A maioria acrescentava: “Mas não sou eu quem vai julgar quem faz isso.” A maior parte delas, é claro, também estava fazendo isso.

“Tem mais a ver com a sua identidade como um cristão”, disse uma mulher.  “Como você se vê, como você quer se sentir, como você quer ser tratada. Isto é difícil para mim articular, mas acho que qualquer pecado que cometemos vem de uma questão interna que temos consigo mesmos – algo com que se nasce, tipo orgulho ou ganância. Com sexo, poderia talvez ser um problema de autocontrole, ou querer receber um certo tipo de atenção ou sentir-se de uma certa maneira. “

“Eu acho que é uma regra para protegê-la”, disse outra mulher. “Para impedi-la de se abrir emocionalmente com as pessoas erradas, para desgosto e mágoa.”

Eu me lembro quando eu chegava da escola na quarta série usando meu primeiro anel de pureza. Eu acenava com orgulho. “Oh, Senhor”, disse minha mãe, que é uma cristã evangélica. “Tire-o, tire-o agora mesmo.”

“Eu nunca estava agindo devido a um desejo que fosse puro.”

Culpa, barganha e confusão, tudo desempenhava pelo menos papéis menos importantes na história de cada mulher. Uma delas falou sobre um namorado da escola, dizendo: “Eu acreditava que Deus queria que nós dois estivéssemos juntos, mas que tínhamos amaldiçoado para sempre a nossa relação porque fazíamos sexo. Havia uma voz interna simplesmente gritando comigo sobre o que eu tinha feito, muito mais alto do que as vozes que me diziam para não mentir, enganar e roubar. Eu lia livros e me identificava com personagens que eram prostitutas, era baixo assim que eu me sentia. “

Outra trouxe à baila a masturbação no ensino médio: “Eu sabia o que estava fazendo, mesmo que eu não conhecesse a palavra para aquilo, e eu sabia que era pecaminoso. Eu até mesmo sabia que não estava cuidando do meu corpo de maneira santa. “Eu não estava agindo devido a um desejo que fosse puro.”

Minha amiga Maya, depois de ser atacada: “Eu estava furiosa com Deus. Eu não conseguia entender como eu era a única de nossas amigas que tomou a decisão de permanecer virgem, e eu adorei a decisão e a defendi, e então Ele deixou isso acontecer. “

Pureza, esta idéia muito condicionada, com tanto mais para dar! Em minha própria vida, as vezes eu me senti mais pura envolviam outra trindade – sexo, drogas, etc – e o Deus que eu vim a conhecer como uma criança, a vaga presença metafísica estava sempre lá em meus ossos para me abençoar.

“Eu tenho um desejo sexual enorme – é como Deus me fez.”

Todas as mulheres com quem conversei admitiram que a igreja evangélica não lida muito bem com a sexualidade. Desde a mulher que esperou até o casamento: “É uma grande falha institucional e doutrinária, essa ideia de que o sexo é ruim, de que o sexo é errado. Quando você ouve aquilo toda a sua vida, como se espera que você simplesmente ligue aquele interruptor quando chega finalmente a hora de fazê-lo? “

Perguntei-lhe quanto tempo demorou para acertar seu passo com o marido, até sentir-se confortável fazendo sexo. “Um bom tempo”, ela disse. “Dois ou três meses, porque ele estava estudando para o exame da ordem dos advogados sem parar e nós só podíamos realmente tentar nos fins de semana. Nós rimos sobre isso, tipo, graças a Deus que não tínhamos mais ninguém com quem comparar isso. ” Ela acrescentou: “Mas agora é maravilhoso.  E você sabe, sexo está em toda a Bíblia. Deus nos ordena a ter comunhão uns com os outros. “

Todas elas me disseram que esperavam que houvesse uma mudança geracional na igreja, uma mudança de prioridades. “Não é o nosso trabalho graduar”, disse uma mulher vigorosamente. “A ênfase que colocamos no pecado está fora de proporção. Esse é o maior problema que tenho com a igreja “.

Outra disse: “Deveríamos mudar a conversa. Dever-se-ia entender que o sexo é belo. Ele deve ser mais sobre contra o que você deve se proteger, e como. Deveria ser mais sobre não fazer coisas que poderiam prejudicá-la. “

“Se eu sou um cristão verdadeiro, eu deveria ser capaz de entender o que é a graça.  E sentir-se terrível não é graça “, disse outra mulher, que tinha se descrito como tendo “um apetite sexual enorme – é como Deus me fez “

Ela acrescentou: “Eu fui a uma despedida de solteira, onde estavam pedindo a todas as meninas casadas conselhos sobre sexo para a noiva. Fiquei lá, ouvindo-as falar sobre lingerie sensual e jogos complicados e menus sexuais estranhos, e eu não disse nada, mesmo querendo dizer algo como, “Garota, basta comprar um vibrador.” Você sabe, eu tenho um monte de amigas que estão à espera, ou esperaram, e foi ótimo para elas. Mas isso não é só como vai ser para mim. “

Anteriormente: Entrevistas com virgens.

Jia Tolentinoé uma escritora em Michigan.

 

Balanço anual ? Coisa de velho…

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Todo fim de ano é a mesma coisa. Começam os balanços de acontecimentos do ano como se fossemos todos contadores e nossas vidas reduzíveis a números.  Acho que os velhos começam a fazer isso, porque começam a ver chegar a hora da auditoria final.

Bem, para não fugir à regra, resolvi fazer o meu balanço e este foi o relatório dos auditores.

RELATÓRIO

A empresa atual é um “spin-off” de Souza & Filardo Cia. Ltda. constituída na década de 40 em Caconde – SP com um capital bastante limitado e transferida na década de 60 para São Paulo onde adquiriu uma sede. Esta empresa cresceu modestamente do ponto de vista de ativos permanentes, e privilegiou o investimento em tecnologia, conseguindo com isso uma produção de boa qualidade, atualizada, incorporando o estado da arte ao seu produto.

A empresa Querci & Filardo, objeto desse relatório, começou em 1973. Também começou com um capital bastante limitado, visto que os acionistas não haviam recebido ativos significativos de suas matrizes, além da incorporação de tecnologia ocorrida na produção daquelas empresas, o que representou um diferencial bastante importante no desenvolvimento do novo empreendimento.

Logo após a sua constituição, a nova empresa instalou-se em imóvel alugado no bairro de Perdizes, até que, aproveitando condições de mercado favoráveis captou recursos financeiros e adquiriu uma sede modesta no bairro de Pinheiros, financiada em longo prazo.  Um dos sócios entrara na sociedade com um veículo que servia para o desenvolvimento das atividades empresariais. Durante algum tempo, a empresa dedicou-se apenas à acumulação de capital e manutenção de veículos até que foram criadas as condições para iniciar a produção, o que ocorreu na década de 80.

Contando com sócios fieis à empresa – nenhum deles investia no mercado – o capital foi gradativamente crescendo, investimentos foram feitos principalmente no aperfeiçoamento dos produtos, na amortização do empréstimo para aquisição da sede, troca periódica da frota de veículos, alguns pequenos investimentos de longo prazo, e em uma sede secundaria no interior utilizada para lazer.

Amortizado o empréstimo para a aquisição da sede e existindo a necessidade de ampliação das instalações da empresa, uma nova sede foi adquirida mediante a venda da sede antiga, somado ao capital acumulado durante os anos e à venda da sede secundária.  A nova sede era bem mais ampla e permitia inclusive acomodar a empresa, incluindo o estoque da produção de maneira mais adequada. Estava um pouco desgastada e exigindo reforma, mas finalmente ficou adequada, embora que não fosse ideal.

Na virada do século, a empresa Souza & Filardo Cia Ltda, entrou em recesso, com a aposentadoria dos sócios, e transferiu  seus ativos às suas sucessoras, o que permitiu à Querci & Filardo adquirir uma segunda sede para sua mais recente “spin-off” –  Filardo, Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (E.I.R.L.) situada não muito distante da sede da Querci & Filardo Cia. Ltda.

Assim, ao final de 2012, a empresa encontra-se estabilizada, houve aumento de capital, tem um fluxo de caixa normal, um nível de ativos que lhe assegura uma posição confortável; foram feitos investimentos na sede da empresa, usando os serviços da subsidiária Filardo E.I.R.L. que resultaram em instalações confortáveis e esteticamente satisfatórias. Foram renovados equipamentos de ar condicionado e hidráulica, assim como renovada a frota de veículos.

Os sócios encontram-se no momento em boas condições de saúde, apesar do desgaste normal do uso. Alguns problemas que os afetaram nos últimos anos foram equacionados a contento.

Essa auditoria, portanto, é de opinião que a empresa é sólida, tem perspectiva positiva para os próximos anos, sendo recomendada a novos sócios que eventualmente se interessem em entrar para o grupo.