Enquanto isso, em outros orientes…

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Desilusão com a Maçonaria

Tradução J.Filardo

Ir.’. Greg Stewart

O seguinte foi compartilhado comigo com muita apreensão e preocupação com sua reação. Ironicamente, ouvi as mesmas palavras de outros nos últimos meses, e ocorreu-me que elas não eram vozes isoladas ou meramente dissidentes clamando no deserto – em vez disso, elas eram um mal-estar real que está tomando aqueles anteriormente engajados. Desencanto, privação de direitos, desapontamento, não importa em que saco você coloca, estou ouvindo sobre esses sentimentos cada vez mais.

Sempre olhando para o lado bom, este seria um bom salto para longe do ponto, para explorar o sentimento à medida que prosseguimos na busca de suas raízes. Vocês compartilham essa mesma sensação?

Desilusão com a Maçonaria

(Anônimo)

Depois de servir à Fraternidade por mais de dez anos, parei de olhar para trás, para o quanto eu realizei e como a Maçonaria mudou.

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Cronograma da Maçonaria Britânica “Registrada”

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Tradução J. Filardo

Conforme compilado pelo: Ir.’. Gary Kerkin, PM Lodge Piako No 160, New Zealand .

1390: O Poema Regius, muitas vezes chamado Manuscrito Halliwell, que se acredita ser datado deste ano, é considerado a base das “Antigas Obrigações”, embora Haywood (Editor de The Builder) afirme que é provavelmente um livro sobre a Maçonaria, em vez de um documento da Maçonaria. Ele contém 15 “artigos” e 15 “pontos”.

1425: O Manuscrito Cooke, que se acredita ter sido escrito por um Maçom, está em duas partes: a primeira é uma tentativa de apresentar uma história do ofício, e a segunda uma versão das obrigações. Ele menciona nove artigos que parecem ter sido juridicamente vinculantes e nove pontos que não eram obrigatórios.

1429: “Mestres da Loja” foram mencionados na Catedral de Canterbury. 1444: Estatuto de Henry VI limitou os salários de um “franco maçom”.

1463: A Worshipful Company of Masons da Cidade de Londres construiu seu primeiro salão.

1479: O título de Mestre Mason apareceu após o nome de William Orchard em Magdalen College (Oxford).

1487: As palavras Free Mason apareceram no Estatuto pela primeira vez.

1491: Lei municipal foi aprovada em St Giles, Edimburgo, que instituía a condição de emprego de Mestres Maçons e cotrabalhadores

1495: Estatuto de Henry VII regulava o salário de “pedreiros livres, mestre carpinteiro e ajudante de pedreiro.”

1514: Estatuto de Henry VIII limitava os salários de um “Freem mason”.

1548: Estatuto de Edward VI impedia restrição ao trabalho de qualquer pedreiro livre, canteiro, etc.

1549: Estatuto de Edward VI revogava o estatuto de 1548.

1562: Estatuto de Elizabeth codificou os estatutos de trabalhadores. O termo “rough mason (pedreiro)” aparece, mas não “free mason”.

1581: A Masons company constituída em Newcastle-upon-Tyne e dava certos poderes e deveres.

1598: William Schaw promulgou dois conjuntos de regras, o primeiro regulando os maçons da Escócia, o segundo dando à Loja de Kilwinning poderes de supervisão sobre as lojas de West Scotland. Foi utilizado o termo “companheiro do ofício”.

1599: O primeiro registro conhecido de uma Loja Maçônica, Loja Aitchinson’s Haven, Mussleburgh, 09 de janeiro (Escócia). A mais antiga loja existente conhecida, Loja Edinburgh Número 1 é registrada em 3 de julho.

1600: John Boswell, Laird de Auchinlech, tornou-se um membro da Loja de Edimburgo e é a primeira admissão gravada de um Maçom não operativo em uma loja da Escócia. Na Inglaterra, a palavra “maçom” apareceu no York Roll.

1619-1620: O livro de Contas da Companhia dos Maçons de Londres usava o termo “Aceito” para descrever alguns membros.

1621: Registros do Worshipful Company of Freemasons of London indicava membros “aceitos” e “operativos”.

1633: O Levantamento de Londres de John Stow mencionava a “Company of Masons sendo de outra forma denominada Freemasons”.

1634: Lord Alexander, Sir Anthony Alexander e Sir Alexander Strachan foram feitos Masons na Loja de Edimburgo.

1641: A mais antiga iniciação registrada foi a de Sir Robert Moray, por um grupo de maçons em um regimento de Escoceses em Newcastle-on-Tyne em 20 de Maio.

1642: Primeiras atas da Loja-Mãe Kilwinning.

1646: Elias Ashmole registrou em seu diário 1646: Out. 16 16:30 hs, Fui feito um Maçom em Warrington.”

1655: A Company of Freemasons da Cidade de Londres mudou seu nome para “Company of Masons.”

1656: John Aubrey começou “Uma História Natural de Wiltshire”, no qual ele afirmava “que a Fraternidade de Maçons Livres são conhecidos entre si por certos sinais e palavras de senha.”

1668: A sede da Worshipful Company of Masons de Londres foi reconstruída após o Grande Incêndio de Londres (1666).

1670: Os registros do Lodge de Aberdeen começaram. Eles indicam que alguns membros eram operativos e outros eram especulativos.

1682: Elias Ashmole registrou que ele tinha participado de uma reunião na loja do Mason’s Hall, Londres.

1686: John Aubrey escreveu sua “História Nacional de Wiltshire” e falou da “Fraternidade de Maçons” e os descreveu como maçons “adotado” e “aceitos”.

1688: Uma loja de maçons aceitos reuniu-se no Trinity College, em Dublin, e da Sociedade de Freemason é mencionada em um discurso satírico dos exercícios iniciais da Universidade de Dublin em julho. Na Inglaterra, Randle Holme (Vice-Garter King of Arms) descreveu uma associação com membros da “Sociedade chamada de Freemasons.” Seu filho tornou-se membro de uma Loja Maçônica em Chester nos anos 1670.

1690: Registros da Loja de Melrose (Escócia) usavam o termo “fellowcraft.”

1696: O Manuscrito Edinburgh Register House sugere que os Maçons tinham palavras, um aperto de mão, sinais e “cinco pontos”.

1697: (Escócia) Menção de uma letra da “palavra do maçom”, utilizada para fins de reconhecimento.

1698: Um folheto antimaçônico alertava as pessoas contra “os erros e os males praticados aos olhos de Deus por aqueles que são chamados Freed masons ..”

1717: Primeira Grande Loja é formada em Londres em 24 de Junho.

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Como não falar a alguém com depressão

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Tradução José Filardo

 “Se você realmente quer saber como responder à depressão, tente perguntar à pessoa que está passando por ela”.

SE Smith

As pessoas deprimidas frequentemente se sentem isoladas e frustradas com o que eles estão experimentando, e que pode ser agravado pela forma como se pergunta sobre isso.

Estar deprimido não é nada agradável. A depressão  assume muitas formas para muitas pessoas diferentes – algumas têm altos e baixos, algumas têm depressão muito forte, algumas têm dias funcionais e outras nunca.

Depressão  pode envolver uma enorme variedade de tratamentos, incluindo terapia, medicação e modalidades experimentais. Ela pode ser permanente e intrusiva, transitiva. Em todos os casos, a depressão é um monstro, e pessoas deprimidas frequentemente se sentem isoladas e frustradas com o que estão experimentando. Isso é agravado por algumas das formas como as pessoas respondem à depressão, como se fosse algo de fácil compreensão, e, por vezes, suas sugestões são extremamente inúteis. Para aqueles com depressão, lidar com essas respostas, além da sua doença mental é um enorme desperdício de energia – e para aqueles que querem ajudar pessoas deprimidas, essas atitudes podem parecer bem-intencionadas, mas elas são realmente prejudiciais.

Então, depressão é apenas estar muito triste, né?

Na verdade não. A depressão é uma condição de saúde mental. Muita gente fica triste. Muitas pessoas experimentam realmente intensa tristeza, algumas vezes, ou um estado prolongado de tristeza. A distinção entre estar triste e estar deprimido pode ser complicada, pois não há um teste definitivo à mão. As pessoas que estão preocupadas com a sua saúde mental devem definitivamente procurar aconselhamento e consultoria – mas estar triste e estar deprimido são duas coisas muito diferentes Depressão inclui componentes de tristeza, mas está misturada – dependendo da pessoa – com fadiga, ideias de suicídio, incapacidade de funcionar ou completar tarefas da vida diária, falta de ou aumento do apetite, e muitos outros sintomas

Se você está interagindo com pessoas deprimidas, consiga delas as suas sugestões

Você tentou …?

Sim, provavelmente. As pessoas que foram diagnosticadas com depressão provável procuraram numerosas opções para o tratamento junto a seus médicos e conselheiros. Isto pode incluir aconselhamento psicológico, que é a primeira linha de tratamento recomendado, juntamente com medicação para pessoas que precisam erguer o seu nível básico de humor para que possam ser funcionais. Se medicação não funciona, elas provavelmente já tentaram diferentes medicamentos psiquiátricos para ver se eram mais eficazes. Os pacientes também podem ter tentado massagem, acupuntura, yoga, cristais, qualquer outra merda. Confie em mim, as pessoas tentaram. Não, não me diga que a irmã do namorado de sua tia foi tomar banho de lama e se curou. Simplesmente, não. Já foi tentado.

Por que não apenas se animar?

Falando sério? Esta é a minha expressão de cara vazia. Tenho certeza de que não ocorreu a nenhuma pessoa deprimida na história “apenas se animar”, porque estar deprimido é tão divertido e impressionante. Isso parece vir com uma implicação de que as pessoas deprimidas são culpadas por sua própria doença mental, que se elas apenas tentassem mais, não seriam mais deprimidas. É vergonhoso, e também frustrante para pessoas que estão lutando com um estado mental realmente muito baixo. Imagine se alguém cortasse seu pé e, em seguida, sugerisse a você apenas tentar fazê-lo crescer novamente. Divirta-se com isso.

Está tudo na sua mente.

Bem, é, tipo assim. Sim, a depressão está relacionada com desequilíbrios da química do cérebro, e, nesse sentido, está, literalmente, em sua mente. Mas a depressão é realmente mais complicada do que isso. Claro, isso pode envolver neurotransmissores, hormônios e outros produtos químicos produzidos dentro do corpo, incluindo aqueles que são um pouco difíceis de quantificar e medir – às vezes, também envolve alterações fundamentais no cérebro, tais como a depressão que se instala após uma lesão.

Às vezes ela é, até mesmo, uma resposta a outros medicamentos; anestesia, por exemplo, pode causar depressão por dias, semanas e até meses após a cirurgia. Mas também é físico para muitos pacientes. Depressão pode causar problemas gastrointestinais, distúrbios alimentares e outras coisas que se manifestam no mundo físico, também. Afora o fato de que é ofensivo e desagradável agir como se estivesse sendo atacado por sua própria mente, não é real e também é factualmente incorreto dizer que “está tudo em sua mente” a alguém que está sentindo, por exemplo, dores de cabeça recorrentes associadas à depressão.

Não consigo imaginar …

Não. Provavelmente você não consegue. Esta é uma espécie de afirmação óbvia e inútil. A única coisa pior do que isso, é fingir que você pode imaginar (“Eu estive triste uma vez também”), porque, não, você não pode. Depressão é algo extremamente complicado e até mesmo as pessoas deprimidas não podem realmente imaginar o que outras pessoas deprimidas estão passando, porque esta é uma jornada individual. Muitas vezes, as pessoas que dizem isso parecem querer dizer isso de uma forma desdenhosa – não é só que eles não podem imaginar, mas que eles estão sugerindo que sua doença mental é imaginária .

Você não pode simplesmente ser curado? / Eu pensei que você estava bem, agora que estava tomando remédios?

A depressão é uma condição de saúde mental que pode durar a vida toda. Às vezes, isso significa ficar sob terapia e medicamentos para o resto de sua vida, e exige ajustar constantemente o seu tratamento, se necessário. Você pode ter surtos de depressão onde mesmo com o tratamento você ainda tem retrocessos. Você pode ter depressão resistente ao tratamento, onde nada realmente funciona para você, e você está lutando para controlar a sua doença mental. Não há cura para a depressão, remédios nem sempre são confiáveis e as condições de saúde mental são variáveis ao longo do tempo.

Você realmente precisa de um  animal de estimação / Medicamentos / tanta terapia?

Sim. Pare de perguntar. Responder à depressão quando você não tem estrutura para compreendê-la é difícil. Também é, às vezes, difícil para as pessoas com depressão ser capazes de se concentrar nas necessidades dos outros à sua volta, porque elas estão ocupadas tentando permanecer vivas. Não é o trabalho delas fazer as pessoas ao seu redor se sentir melhores – e não é o trabalho delas explicar a depressão ou meticulosamente responder à mesma série de perguntas intrusivas repetidamente . Se você está interagindo com pessoas deprimidas, consiga suas sugestões delas, mas lembre-se: o deprimido pode às vezes se sentir realmente isolado .

Às vezes, o apoio assume a forma de amigos simplesmente estar por perto e não fugir delas. Talvez isso signifique consistentemente convidar as pessoas para eventos, mesmo que muitas vezes elas se recusem. Ou se oferecer para levar comida e ajudar em casa ou para buscar remédios / levar as pessoas a consultas de terapia. As necessidades das pessoas são extremamente variáveis, por isso esta não é uma receita de “como apoiar seus amigos e familiares deprimidos”. É apenas um começo.

Se você realmente quer saber como responder à depressão, tente perguntar à pessoa que está passando por isso – e não se ofenda se for rejeitado ou se a resposta é: “Eu honestamente não sei”.

Os 10 maiores mudanças dos últimos 1.000 anos

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Tradução José Filardo

Na Europa, o último milênio foi moldado por sucessivas ondas de mudança, mas quais mudanças, em quais séculos, realmente moldaram o mundo moderno? O historiador Ian Mortimer identifica os 10 principais fatores de mudança

Meu castelo não é seu castelo … a torre do castelo de Loches, mostrada aqui em um detalhe da pintura de Emmanuel Lansyer de 1891, foi construído no século 11. Foto: World History Archive / Alamy

Século 11: Castelos

A maioria das pessoas pensa em castelos como representantes de conflito. No entanto, eles devem ser vistos como bastiões da paz tanto quanto de guerra. No ano 1000 havia muito poucos castelos na Europa – e nenhum na Inglaterra.

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O Ebola é assustador, mas estas seis coisas são muito mais assustadoras

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Tradução: José Filardo

A maioria dos americanos não está correndo tanto risco. Aqui estão os verdadeiros assassinos.

Larry Schwartz – AlterNet

15/10/2014 |

 

O Ebola é assustador. Sem dúvida. Agora que um segundo profissional de saúde de Dallas foi diagnosticado com Ebola, muitas pessoas estão justificadamente assustadas com a terrível doença – particularmente trabalhadores de saúde que poderiam encontrar-se cuidando pacientes com Ebola. Na África Ocidental, o vírus está se espalhando e nem de longe sob controle.

No entanto, a maioria dos americanos simplesmente não está correndo muito o risco de contrair Ebola, embora você não saiba vindo da mídia. A América não viu alimentação do medo nesta escala desde os primeiros dias da crise da AIDS na década de 1980. Então, como agora, uma doença pouco compreendida tornou as pessoas com medo de até mesmo estar na mesma vizinhança de uma vítima infeliz. Tal como acontece com AIDS, rumores e paranoia começaram a circular.

Na Geórgia, lar dos Centros de Controle de Doenças, o governador Nathan Deal anunciou que as pessoas devem simplesmente lavar as mãos, porque a água mata o vírus Ebola. (Errado. alvejante com cloro mata o vírus) O cantor Chris Brown twittou para seus mais de 13 milhões de seguidores que a Ebola foi desencadeada como forma de controle populacional. (Errado, escusado dizer.) O comentarista de rádio de direita Michael Savage vomitou que Obama estava enviando soldados para a África não para ajudar na crise, mas para infectar os soldados que poderiam trazer o vírus de volta para os Estados Unidos e acabar com os americanos. Sério, gente, vamos com calma.

É claro, os Estados Unidos não têm um monopólio de rumores perigosos e teorias malucas. Na Nigéria, abundam os rumores de que o Ebola nem sequer existe. Obviamente errado. Na Libéria, um país que está sendo esmagado sob a propagação da doença, há um rumor de que beijar uma vítima morta de Ebola lhe imunizará. (Muito errado: Ele provavelmente vai contaminá-lo.) Enquanto a Fox News, CNN, as grandes redes de televisão e estações de notícias locais estão comprando e promovendo a histeria, espalhando pânico enquanto ignora os médicos reais, pesquisadores e profissionais de saúde, mesmo quando os entrevistam. Jon Stewart no Daily Show do Comedy Central de forma bastante brilhante espetou esse  “jornalismo” irresponsável na semana passada.

Ebola é uma doença muito mortal. Não há dúvida de que merece o respeito temeroso que recebe. Mas é hora, pelo menos para os americanos (e para a maior parte do mundo, na verdade, fora da África Ocidental), de dar um passo atrás, respirar profundamente, e ganhar alguma perspectiva. Três casos de Ebola no Texas representam um apocalipse zumbi bastante precário. Um dos casos foi diretamente exposto ao Ebola na Libéria. Os outros dois estiveram em contato com o paciente como cuidadores. Profissional de saúde depois de profissional de saúde nos assegurara, repetidamente: O Ebola é muito difícil de “pegar”. Ponto. A menos que sangue, vômito, ou outro fluido corporal da vítima entre em seu corpo através de seus olhos, boca, nariz ou ferida aberta, você não “pega” o Ebola. Ele não é transmitido através do ar.

O colunista do New York Times, Frank Bruni, entrevistou recentemente Jeffrey Duchin, presidente da Comissão de Saúde Pública da Sociedade para Doenças Infecciosas da América. “As pessoas ficam com muito medo e estressadas e têm muita ansiedade com coisas como Ebola que não são um risco geral para a saúde. Basta olhar para as causas de morte nos Estados Unidos. Tudo é maior do que o Ebola, e há coisas que podemos fazer em relação a muitas delas”, disse Duchin, sensatamente colocando as coisas em perspectiva.

Os americanos tendem a se preocupar muito com doenças com as quais eles não devem se preocupar, enquanto, ao mesmo tempo, não se preocupam com as ameaças muito reais à sua saúde.

  1.  De acordo com o CDC , quase 48% das mortes nos EUA são causadas por câncer e doenças cardíacas. A principal causa de câncer é, de longe, o tabagismo, ainda assim, 25% dos americanos fumam. Mais de 3,5 milhões de casos de câncer de pele são diagnosticados a cada ano e 10 mil pessoas morrem que ainda perseguem o bronzeado e economizam em filtro solar.
  2. A melhor maneira de prevenir a doença cardíaca é exercício e alimentação balanceada, mas a América é cercada por uma epidemia de obesidade, com mais de 78 milhões de pessoas consideradas obesas, incluindo 1 em cada 5 crianças com menos de 19 anos de idade. Em vez de frutas e verduras, ainda comemos hambúrgueres e batatas fritas.
  3. A quinta maior causa de morte em os EUA é por acidente de carro. Muitos, se não a maioria dessas mortes são evitáveis ​​simplesmente usando o cinto de segurança, no entanto, inúmeros americanos se queixam do desconforto do cinto de segurança e abrem mão de usá-lo.
  4. A gripe é a sétima principal causa de morte em os EUA e quase completamente evitável simplesmente tomando a vacina contra a gripe anualmente. Em vez disso, estamos diante de um movimento anti-vacina crescente que se propaga a falsidade completa de que as vacinas causam autismo.
  5. Mais de 88 mil mortes por ano estão relacionadas com o consumo de álcool, e metade delas são devidas a bebedeira. De acordo com o CDC, 38 milhões de adultos bebem sem parar, pelo menos, quatro vezes por mês (em média oito bebidas cada vez), e a maioria não é alcoólatra. Por livre escolha, essas pessoas enchem a cara e saem matando milhares de pessoas inocentes.
  6. A violência armada é uma praga nacional, em que milhares de pessoas perdem suas vidas para que a NRA “defenda” nosso direito de possuir armas e matar milhares de pessoas consagrando na segunda emenda.

O ponto de tudo isso é que podemos compreensivelmente nos preocupar com o Ebola, sem perder a perspectiva. Ebola não é a coisa com que se preocupar. Políticos de direita, que ignorantemente falam de colocar em quarentena toda a África (que os profissionais de saúde têm alertado tornaria mais difícil controlar a doença, e não mais fácil), e sobre crianças que trazem o Ebola através da fronteira da América Central (onde o Ebola é desconhecido), e sobre lavar as mãos com água para matar o Ebola, estaríamos mais bem servidos se eles voltassem sua influência para as coisas que realmente matam os americanos. Até agora, pelo menos, o Ebola não é um deles.

 

Dedicado aos brasileiros com complexo de viralatas…

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Brasil, verde amarelo azul branco e vermelho

 

Por Rémi Babinet – DIRETOR DE CRIAÇÃO DA BETC

 

Tradução: José Filardo

 

 

O primeiro choque, em São Paulo, é o tamanho. Quase 20 milhões de habitantes, uma das maiores e mais estranhas cidades do mundo. Engolida pela janela do táxi, inúmeros edifícios te afogam em inúmeros tons de cinza quente: percorre-se em cada rua, do preto ao branco ou do branco ao preto, a extensão da gama de miscigenação no Brasil. O motorista me disse que existem dezenas de adjetivos para descrever as diferentes cores desta mestiçagem. O segundo choque, especialmente para um publicitário é a ausência de publicidade. O tráfego comeu as calçadas e encheu as ruas sem pedestres ou cartazes. Será este o mundo de antes? O mundo de antes das megacidades sobrecarregadas de informações e publicidade. Ou o mundo a partir de agora?

Este é claramente o novo mundo que se forma no Brasil atual, aquele onde a informação sabe circuar de maneira invisível, e a comunicação se faz discreta e fina. Na publicidade, há duas escolas. A escola anglo-saxã que moldou os mitos da publicidade moderna, desenvolveu o conceito de agência e o atual processo de reflexão e criação. E uma escola brasileira, que inova, vira a mesa e invade regularmente as maiores recompensas da publicidade global. É essa escola que a BETC vem buscar ao se instalar em São Paulo há três meses depois de se estabelecer em Londres dois anos antes. Porque não há nada mais excitante para uma agência criativa que sentir-se crescer em tal terreno.

O quarto país mais conectado do mundo, o Brasil está se tornando rapidamente esta nação muito informada, exigente e participativa, cada dia mais consciente de seus problemas bem como de seus pontos fortes e suas belezas. Hoje, fazendo uso maciço e extenso da mídia digital, os brasileiros se mobilizam. E esses protestos não são apenas algo dos grandes centros urbanos, mas também das cidades pequenas em todo o país. É o gênio sem limites dessa nova mídia: ela leva e toca muito longe, e, ao mesmo tempo, ajuda as pessoas a estar mais perto de suas próprias comunidades. Ela desorganiza, reorganiza, transforma. Normalmente, confinados em suas bases estreitas, as culturas locais viajam e colidem com a mídia de massa. Para atender a essas expectativas de mudança, as mídias mudam seu tom. Tudo se torna mais claro, mais desafiador, mais envolvente. Sem as mídias digitais, por exemplo, ninguém teria sido capaz de medir o grau de mobilização em todo o país, e o governo poderia facilmente neglicenciar a magnitude de desaprovação. Este concerto de novas mídias transforma profundamente o país, acelerando tanto a sua introspecção e sua abertura para si mesmo, definindo melhores cidadãos, melhores carreiras e um monte de pessoas conectadas à sociedade como um todo.

É facilmente compreensível que o Brasil fascine a França e, de fato, o Brasil ama a nossa cultura como nós amamos a dele. Nós somos, brasileiros e franceses, impregnados de culturas fortes e amamos brilhar no mundo. E nós temos tantos pontos em comum: o amor pela beleza e ao futebol, a vontade de conciliar o capitalismo e a redistribuição social, o gosto pela intervenção diplomática, a paixão das ruas por protestar ou por fetejar, criatividade. Também compartilhamos as mesmas fragilidades: o protecionismo, a burocracia. Entre nós, há um arco verde amarelo azul branco vermelho, uma fronteira comum, além daquela da Guiana Francesa.

Brasileiros e franceses têm muito em comum. Mas, em seu mesmo gosto pela transformação, eles não marcham no mesmo passo. E se a França entrasse na dança?

 

Mas para nos determos sobre um ponto sensível nesse gosto que temos em comum pela transformação, nessa aptidão que o mundo ainda reconhece de a França propor revoluções, não marchamos no mesmo passo. O que ouvimos ali é a ebulição em todos os cruzamento da sociedade de uma força coletiva. Para citar apenas uma área, emblemática da criação – a arquitetura – não são menos que 80 mil arquitetos reinventando a cidade, explorando novos modelos, de arquitetura empírica a arquitetura pobre, passando pela arquitetura participativa. O que se sente no Brasil, é em última análise, uma juventude em todos os momentos, que faz desse país um lugar central no mundo para observar e experimentar a revolução planetária.

Há um lado dionisíaco no movimento criativo brasileiro, adequado a este momento de grandes transições. Depois de algum tempo a arte de encadear os ciclos, misturar gêneros, passar da resistência à resiliência, desacelerar e acelerar, como se o mais (decisivo) fosse o movimento, o ritmo e a energia, não importando a ordem. De modo a fascinar nosso lado apolíneo, adepto da clareza, dos sistemas e de sua fixidez. Nietzsche escreveu que estas duas forças instintivas opostas governam a arte e a criação. E se a França se deixasse levar na dança?

 

Publicado na Revista Challenges (www.challenges.fr) – Ed No. 392 – Junho/2014

Santa Maracutaia

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A explicação para a derrota do Brèsil contra a Blitzkrieg ontem foi encontrada.

Um grupo de hackers russos, comandados pelo Snowden estava há algum tempo tentando hackear as atas da FIFA que eram armazenadas em um banco Suíço visando quebrar a banca de apostas de Londres. Finalmente conseguiram, mas a criptografia era tão ferrada que só ontem eles conseguiram quebrar e publicar na Darknet.  Só quem navega com o Tor conseguiu ver, e o arquivo se auto-apagou imediatamente após ser lido.  Mas, eu consegui ler a parte mais importante.

Segundo essa fonte altamente confiável, os Coitados Unidos haviam comprado o segundo lugar e o primeiro lugar estava reservado para a Holanda. O Brèsil viria em terceiro.

Mas, eis que senão quando, o Sep Blatter e toda a diretoria da FIFA foram convocados ao Vaticano para uma reunião com o Chico Papa, que exigiu que a Argentinha fosse a vencedora da Copa do Mundo de 2014.

Colocou-se, assim, uma situação delicada.

Os cartolas convocaram as confederações e os técnicos  dos times e expuseram o problema. O Filipão não se importou muito porque desde o início o Brèsil seria o terceiro, mas lembrou aos cartolas que uma final envolvendo a Argentinha no Maracanã poderia criar uma situação de alto risco para o time e para os espectadores.

Convocaram os especialistas do departamento de maracutaia da FIFA, que têm uma enorme experiência, mesmo com o recente desfalque de seu mais importante membro, e depois de uma análise holística, eles vieram com a solução:

1-      Anular a zaga do Brasil  (O juiz foi instruído a dar cartão amarelo ao Tiago Silva e interditá-lo)

2 –   Avisar os jogadores para amolecer e perder o jogo. Todos menos o Fred.  Não precisa.

3-      Anular o Neymar. O Zuñiga foi convocado a agredir o Neymar, e este seria retirado da copa – o Neymar estava preocupado com a repercussão da derrota do Brèsil sobre sua carreira. (Aquela conversinha que o Neymar tem com o Zuñiga antes do incidente foi a combinação do esquema)

4-      Humilhar a seleção brasileira de tal forma que a seleção da Argentinha seja transformada em vingadora da honra do Brasil na final da copa, e assim galvãonizar (sim, galvãonizar) o apoio da torcida brasileira em favor da Argentinha e anular o perigo de incidentes na final.

Os Coitados Unidos receberam o dinheiro que tinham pago (o Vaticano providenciou tudo) e o assunto foi sacramentado pelo Papa Chico.

Dominus Vobiscum!